A Associação Brasileira de Guarda-parques é uma organização não governamental que visa a representação, promoção, defesa e apoio dos Guarda-parques Brasileiros e sua profissão. Tem como objetivo também, promover a proteção integral dos valores ambientais e culturais das Áreas Protegidas Brasilerias.
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Voltado a difundir as principais atividades do projeto "Guarda-parques Brasil" desenvolvido pela Federação Internacional de Guarda-parques (FIG) e a Equipe de Conservação da Amazônia (ECAM)
quinta-feira, 16 de maio de 2013
Grupo de visitantes é resgatado por Guarda-parques no Parque Estadual da Pedra Branca.
Um grupo de oito pessoas que se
perdeu na manhã deste domingo (12/05) no Parque Estadual da Pedra Branca (PEPB)
foi resgatado pelo serviço de guarda-parque da unidade. Liderado pelo sargento
reformado da Polícia Militar Dorival Couto dos Santos e por mais sete menores,
entre os quais dois filhos e sobrinhos do sargento, o grupo pretendia fazer uma
caminhada até a Pedra Jesus Vem, em Realengo, situada a cerca de 600 metros de
altitude.
O grupo entrou pelo parque por
uma trilha alternativa, também em Realengo, mas não conseguiu encontrar o
caminho correto. O pedido de socorro, feito através do 193, foi encaminhado ao
quartel dos bombeiros em Realengo, que acionou o serviço de guarda-parques. O
sargento e os menores foram localizados pouco antes das 11h e conduzidos até o
Núcleo Piraquara do PEPB, onde uma ambulância os esperava. Não houve feridos e
o grupo terminou sendo liberado a seguir.
Administrado pelo Instituto
Estadual do Ambiente (Inea), o Parque da Pedra Branca é a maior floresta urbana
do mundo, com 12,3 mil hectares. Abrange o Maciço da Pedra Branca, na Zona
Oeste do Rio de Janeiro e nele podem ser encontradas várias trilhas, com
variados graus de dificuldade. O parque possui três núcleos (Pau da Fome e
Camorim, em Jacarepaguá, e Piraquara, em Realengo), por onde os visitantes são
orientados a iniciar seus passeios para evitar o risco de desorientação no meio
da mata.
quarta-feira, 15 de maio de 2013
A experiência do Rio de Janeiro na gestão de suas unidades de conservação.
De olho em experiências
bem-sucedidas de países como Estados Unidos, África do Sul e Argentina, o
Estado do Rio começa a tirar do papel uma força-tarefa em defesa de suas áreas
verdes. Entre engenheiros, biólogos, geógrafos e jovens que ainda não venceram a
graduação, um exército de 110 pessoas já está em campo — e com formação
específica — para fortalecer a proteção da biodiversidade. A jornada semanal
dessa turma, de 40 horas, rende a cada um R$ 1.500 ao fim do mês. A área de
atuação do novo serviço estadual de guardas-parques é vasta em todos os
sentidos: até julho, todos os 280 fiscais, 220 concursados pelo Instituto
Estadual do Ambiente (Inea) e 60 cedidos pelo Corpo de Bombeiros, estarão
treinados para atuar em 204 mil hectares, em ações de combate a incêndios e
desmatamentos, ordenamento urbano, educação ambiental e apoio às pesquisas
científicas.
Do extremo sul ao extremo norte
do estado, cada uma das 12 unidades de proteção integral, aquelas que não
permitem edificações, terão ao menos seis fiscais. Entre elas, os parques da
Pedra Branca (Rio), dos Três Picos (Região Serrana) e da Serra da Tiririca
(Niterói). Também foram destinados R$ 8 milhões para a compra de veículos,
uniformes e equipamentos. De acordo com o Inea, foram adquiridos, em média, um
veículo para cada dez guardas-parques. O financiamento veio de compensação
ambiental do Porto Açu, do empresário Eike Batista.
Bianca Masi, de 27 anos,
percorre, a pé ou dirigindo uma possante caminhonete, os trechos do Parque
Estadual da Costa do Sol. Ela e outros 30 colegas são responsáveis por dar
conta de uma área que corta seis cidades da Região dos Lagos — de Saquarema a
Búzios — e soma quase três Florestas da Tijuca. Graduada em geografia e
especializada em técnicas de segurança do trabalho, a jovem conta que decidiu
fazer o concurso para proteger o “quintal de casa”: o bairro do Peró, em Cabo Frio.
— Foi para tentar ajudar a
melhorar as coisas que decidi ser guarda-parque. Pretendo voltar a dar aulas de
geografia, mas nos últimos meses estive focada no trabalho de guarda — afirma
Bianca, contratada por três anos, com possibilidade de renovação por mais dois.
O guarda Daniel Lopes, de 32
anos, também fiscal do parque, neste sábado dedicava-se à pesquisa de
capacidade de carga da Praia das Conchas, em Cabo Frio. O trabalho tem como
objetivo mapear a área e cruzar informações, como quantitativo e renda média
dos visitantes. A praia faz parte do Parque da Costa do Sol. Com base nesses
dados, será possível padronizar o funcionamento dos 18 quiosques do local. A
equipe também promete constranger a atividade dos flanelinhas, que chegam a
cobrar R$ 15 por carro estacionado na vegetação de restinga.
— Estou aqui por ideologia — diz
Lopes. — Já vinha de um ativismo ambiental de 16 anos. Pensei que era hora de
parar de reclamar e passar para o outro lado do balcão.
A seleção dos guardas-parques
incluiu provas teóricas e práticas, além de uma fase classificatória que levou
em conta a formação anterior dos candidatos em itens como primeiros socorros e
informações sobre animais peçonhentos, além do conhecimento de línguas
estrangeiras. Entusiasta do projeto, o diretor de Biodiversidade e Áreas
Protegidas do Inea, André Ilha, aposta no diálogo dos guardas com a sociedade
para desenvolver uma cultura de desenvolvimento sustentável.
— Diversos países têm uma longa
tradição com os seus serviços de guardas-parques, como Estados Unidos, Canadá,
Quênia, Chile e Argentina. Mas, no Brasil, não tínhamos iniciativas desse tipo.
Um estudo do Banco Mundial mostrou que o fator individual mais importante para
a adequada gestão de uma área protegida é a presença de pessoal no campo,
uniformizado e treinado. Para estimular o ingresso de moradores da região,
fizemos nosso concurso por unidade de conservação, o que provou ser uma decisão
acertada — comenta Ilha, prevendo uma revolução na gestão de parques e reservas
estaduais.
De acordo com o secretário
estadual do Ambiente, Carlos Minc, a atuação desses profissionais será
fundamental para que o estado atinja a meta de quadruplicar o número de
visitantes dos parques estaduais nos próximos quatro anos:
— Não basta criar parque no papel.
Precisamos ter equipamentos, segurança e orientação aos visitantes. A meta é
passar de 250 mil para um milhão de visitantes em quatro anos. O guarda-parque
não anda armado. A principal função dele é garantir o bom uso do parque.
Para driblar eventuais
retrocessos do projeto, em função do baixo salário, o Inea aposta em
gratificações por metas. Se as metas forem cumpridas, cada guarda-parque levará
para casa R$ 4 mil a mais por ano.
quarta-feira, 8 de maio de 2013
Guarda-parques concursados começam a fiscalizar reservas ambientais do RJ
Veja esta interessante matéria do trabalho dos guarda-parques no
estado de Rio de Janeiro
http://globotv.globo.com/rede-globo/bom-dia-rio/t/edicoes/v/guarda-parques-concursados-comecam-a-fiscalizar-reservas-ambientais-do-rj/2536465/
http://globotv.globo.com/rede-globo/bom-dia-rio/t/edicoes/v/guarda-parques-concursados-comecam-a-fiscalizar-reservas-ambientais-do-rj/2536465/
GUARDA -PARQUES EM NOVA FRIBURGO
Em Nova Friburgo atuam oito guarda-parques subordinados ao Inea
Os 109 guarda-parques que
concluíram o curso de formação de nove semanas ministrados pelo Instituto
Estadual do Ambiente (Inea) receberam seus diplomas no dia 5 passado, em
solenidade no auditório da sede do órgão, na cidade do Rio de Janeiro, que
contou com a presença do secretário estadual do Ambiente, Carlos Minc, e da
presidente do Inea, Marilene Ramos. Desse total, oito trabalham no município de
Nova Friburgo.
O secretário destacou a
importância do papel dos guarda-parques para as unidades de conservação de
proteção integral do estado, já que o governo estadual é o que mais criou
unidades de conservação—que agora contam com o primeiro serviço profissional de
guarda-parques do país.
“Queremos investir cada vez mais
nas nossas unidades de conservação, criando corredores culturais, passeios
orientados, souvenirs, exposições, ecoturismo. Para este investimento, que
agrega valor e beneficia os municípios que sediam os parques, a atuação dos
guarda-parques é fundamental”, afirmou o secretário.
A presidente do Inea deu as
boas-vindas aos formandos destacando a importância da agenda da biodiversidade
para o governo estadual. “Esta é uma agenda da maior importância dentro da
estrutura do governo, que tem nos apoiado nesse trabalho de fortalecimento das
unidades de conservação. Temos um pacote de investimentos em andamento,
incluindo aquisição de mais equipamentos e obras de infraestrutura, com
recursos de compensações ambientais, para que nossas unidades de conservação
contem com uma estrutura cada vez melhor”, disse Marilene.
Dos 109 guarda-parques formados,
36 deles trabalham no Parque Estadual dos Três Picos, sendo que oito atuam no
município de Nova Friburgo, como explica o chefe do Parque Estadual do Três
Picos, Sérgio Poyares.
O Parque Estadual dos Três Picos
tem cinco núcleos: em Cachoeiras de Macacu (município com a maior área do
parque), fica a sede, chamada Jequitibá; Guapimirim—Estação Ecológica Paraíso—;
em Teresópolis são dois núcleos—Vale da Revolta e Jacarandá—; e Nova Friburgo,
também com dois núcleos—Três Picos, em Salinas, onde trabalham três
guarda-parques, e a Área de Preservação Ambiental (APA) de Macaé de Cima, que
apesar de criada pelo município, é sobreposta pelo Parque Estadual dos Três
Picos, criado pelo governo estadual, onde atuam cinco profissionais.
Mais detalhes sobre o Parque
Estadual dos Três Picos, seus guarda-parques, denúncias de desmatamento, entre
outros, pelo telefone (21) 2649-6847.
terça-feira, 26 de março de 2013
Concursados aprendem a rotina de agentes em estações ecológicas
Ajudar a cuidar de 15 unidades de
preservação ambiental do Estado do Rio não é tarefa fácil. Empossados em
novembro do ano passado, 220 guarda-parques serão responsáveis por atividades
como orientar visitantes, combater pequenos incêndios e prestar primeiros
socorros a acidentados. Para garantir que todos estejam preparados, os agentes
passam por um curso prático e técnico de dois meses.
Os primeiros 110 concursados
concluem a qualificação no fim deste mês e irão diretamente para as unidades em
que estão lotados. As aulas estão sendo ministradas, simultaneamente, no Centro
de Treinamento de Guarda-Parques do Inea (Instituto Estadual do Ambiente), em
Guapimirim, e no Parque Nacional da Serra dos Órgãos, em Teresópolis. Eles
ficam de segunda a sexta no local das aulas e nos fins de semana voltam para
casa. Em abril, os demais guarda-parques iniciam o curso.
Entre as disciplinas ministradas
na qualificação estão busca e salvamento de pessoas perdidas ou acidentadas,
medicina de áreas remotas, manejo de trilha, animais peçonhentos, ciência do
fogo e prevenção e combate a incêndios florestais.
“Os agentes aprendem na prática a lidar com
situações que podem se apresentar em suas unidades de preservação” explicou
Carlos Pontes, um dos instrutores do curso.
Preparo físico é um
dos destaques
Todos os guardas contam com
equipamento completo para o desempenho da função. Além das ferramentas, eles
receberam uniformes, capacetes, botas, luvas e máscaras antifumaça. O
treinamento também prepara fisicamente os agentes. Eles fazem caminhadas
carregando as ferramentas, prevendo as situações reais.
“Não imaginei que o curso seria
tão bom. Saímos com vasta experiência prática e teórica de todas as atribuições
de um guarda-parque – disse Thiago Amaro, 25 anos, que vai atuar no Parque
Estadual da Pedra Selada”.
Nascida em Nova Friburgo, Maria
do Carmo Costa, 26 anos, será uma das guardas do Parque Estadual da Pedra
Branca.
“Acho que as pessoas não sabem
tudo o que podem aproveitar na unidade. Aprendemos a valorizar as belezas, mas
a cuidar também – afirmou Maria”.
quinta-feira, 14 de março de 2013
Caçador preso e armas apreendidas no Parque Estadual do Turvo, no Estado do Rio Grande do Sul!
No dia 28 de fevereiro os
Guarda-Parques do RS, em patrulha encontraram um ponto de caça com dois girais
um saleiro e dois pontos de milho. Foi decidido acampar no local até pegar os
caçadores, no dia 02 de março por volta das cinco horas, quatro caçadores
aportaram dentro do parque com uma arma
calibre 16 dois rifles semi- automático de 10 tiros calibre 22 e uma espingarda
de pressão calibre 5.5. Os caçadores vinham conversando que se tivessem que
atirar em um guarda atirariam e que estavam com alguns cartuchos com oito
baletões e não tinha como os Guarda-Parques escaparem. Ao se aproximar de onde
os guardas estavam foi dado voz de prisão e mandado largar as armas, então os
caçadores correram em fuga. Um foi preso e conduzido à polícia civil da Cidade
Gaucha de Tenente Portela, com as Armas Apreendidas.
Fonte: Luciano Menezes, Guarda-Parque Rio Grande do
Sul,Brasil.
Curso de formação de Guarda-parques, INEA, Rio de Janeiro.
O instrutor Osvaldo Alfonso
Barassi Gajardo participou do curso de formação para Guarda-parques do Estado
de Rio de Janeiro, Brasil, com a disciplina “Filosofia Internacional dos
Guarda-parques” onde além de falar sobre um pouco de historia, missão e valores
destes profissionais, entregaram-se valiosas informações sobre o atuar da
Federação Internacional de Guarda-parques (FIG). Nesta ocasião foram capacitados
nesta e outras disciplinas 110 Guarda-parques das diferentes unidades de
conservação gerenciadas pelo Instituto Estadual de Meio Ambiente (INEA). O
evento realizou-se na sede do Parque Nacional Serra dos Órgãos e na Estação
Ecológica e Centro de Estados em primatas “Paraiso”, na cidade de Teresópolis e
Paraná Modelo entre os dias 11 a 13 de março do presente ano.
Entrega de materiais doados por PAWA.
Durante a primeira semana de
março foram entregues oficialmente na aldeia “Ju´i” da Terra Indígena “Jiahui”
os materiais doados pela Associação de trabalhadores de áreas protegidas (PAWA)
da Austrália em novembro durante o VII Congresso Mundial de Guarda-parques,
realizado na Tanzânia e recebidos pelo consultor da ECAM Sr. Osvaldo Barassi
Gajardo. Entre os elementos doados encontram-se: Um computador; dois GPS e dois
coletes de seguridade. Meline Cabral Geografa da ECAM entregou os materiais a
atual coordenadora da Associação APIJ (Associação do povo indígena Jiahui) Elda
Jiahui. Os materiais serão utilizados nas expedições de vigilância da terra
indígena.
sexta-feira, 15 de fevereiro de 2013
Está autorizada, no Brasil, a perseguição, a captura e o abate de javalis-europeus, da espécie Sus scrofa
A decisão, publicada no
Diário Oficial da União de hoje (1º) pelo Instituto Brasileiro do Meio Ambiente
e dos Recursos Naturais Renováveis (Ibama), permitirá uma tentativa de controle
desses animais que têm forte presença em algumas regiões do país, onde, em
grande volume, vêm destruíndo lavouras e deixando a população em alerta.
Nos últimos dias, os
produtores da região de Ponta Serrada, no oeste catarinense, registraram perdas
até 20% nas plantações, que são invadidas pelos javalis. Pelos números do
Sindicato Rural de Ponte Serrada, quase 3 mil animais da espécie circulam pela região,
passando de uma lavoura para outra e deixando um rastro de prejuízos,
principalmente nas culturas de milho e soja.
“Eles atacam as
lavouras, principalmente, de milho e soja, e trocam de lugar muito rapidamente.
Os bandos caminham muito durante a noite. Atacam uma lavoura aqui e daqui a
pouco estão em outra plantação lá longe”, contou José Forestti, presidente do
sindicato. “Eles são capazes de acabar com uma lavoura em uma noite, pisando
nas plantações, revirando a terra e se alimentando. Mas, fazem mais estragos do
que comem”, acrescentou.
O temor, segundo
Forestti, é que a falta de controle sobre o número de animais prejudique alguns
produtores a ponto de não terem o que colher na próxima safra. Forestti cercou
sua propriedade com material resistente, que mantém os javalis longe das
culturas. “Mas eles ficam ali, rodeando. A gente evita andar à noite nas
lavouras porque se nos pegam de surpresa, eles avançam. São agressivos e
animais difíceis de abater porque são espertos, se escondem”, disse.
Além da agressividade
do animal, alguns moradores temem os riscos à saúde, já que os javalis podem
transmitir doenças como a peste suína africana, peste suína clássica e febre
aftosa. No oeste de Santa Catarina, a maior parte dos javalis está no Parque
Nacional das Araucárias. Quando falta alimento nessa área, eles seguem para as
propriedades rurais em municípios como Ponte Serrada, Passos Maia, Água Doce,
Vargeão, Faxinal dos Guedes, Irani e Vargem Bonita, onde atacam as lavouras de
milho, as hortas e até os criatórios de aves e suínos.
Em 2010, os produtores
de Santa Catarina enfrentaram problemas semelhantes e conseguiram levar a
Secretaria da Agricultura a declarar que o javali Sus scrofa é nocivo à
agricultura e a autorizar o abate do animal por tempo indeterminado.
Pela instrução
normativa do Ibama, o controle do javali será realizado por meios físicos. O
uso de armadilhas, substâncias químicas e a soltura de animais para
rastreamento, com a finalidade de controle, vão depender de autorização de
manejo de espécies exóticas invasoras, que deve ser solicitada no site do órgão
ambiental.
Só será permitido o uso
de armadilhas que capturem e mantenham o animal vivo. Laços e dispositivos que
acionam armas de fogo, capazes de matar ou ferir os animais, estão proibidos.
O Ibama destacou que
não será permitido o transporte dos animais vivos ou a comercialização de
qualquer produto e subproduto obtido por meio do abate de javalis.
terça-feira, 22 de janeiro de 2013
Cerimônia de abertura do curso de formação de 220 guarda-parques
O Instituto Estadual do
Ambiente (Inea) e a Secretaria Estadual do Ambiente realizaram hoje (21) a
cerimônia de abertura do curso de formação de 220 guarda-parques, que atuarão
na preservação e fiscalização de todos os parques estaduais, reservas biológicas
e estações ecológicas do Rio de Janeiro. Os guarda-parques foram aprovados no
último concurso público feito pelo Inea, e deverão ser incorporados às unidades
de conservação dentro de quatro meses.
Segundo o diretor de
Biodiversidade e Áreas Protegidas do Inea, André Ilha, a primeira turma terá
110 homens, que receberão treinamento por dois meses. Após este período, serão
convocados os alunos da segunda turma. As aulas serão ministradas simultaneamente
em dois locais: no Centro de Treinamento de Guarda-Parques do Inea, na Estação
Ecológica do Paraíso, em Guapimirim; e no Parque Nacional da Serra dos Órgãos,
em Teresópolis, na região serrana fluminense.
“Fizemos um esforço
muito grande para adquirir veículos, uniformes e equipamentos para que eles
[guarda-parques] tenham as melhores condições de trabalho possíveis e
consequentemente tenham meios para dar o retorno desejado. Queremos que eles
sejam uma presença permanente nos pontos de maior visitação das unidades para
evitar que ocorram pequenas infrações ambientais, como lixo e acampamento em
áreas irregulares, e principalmente, que eles sejam grandes orientadores dos
visitantes”, disse o diretor.
O curso abrange
disciplinas como prevenção e combate a incêndios florestais; busca e salvamento
de pessoas perdidas ou acidentadas em áreas remotas; ecologia, primeiros
socorros; animais peçonhentos e relações públicas. “Queremos implementar uma
verdadeira doutrina de cuidado permanente com essas áreas naturais protegidas
que preservam uma parcela tão importante da biodiversidade da mata atlântica
fluminense”, disse Ilha.
Segundo o diretor, os
guarda-parques servem também como uma força auxiliar da Defesa Civil estadual
na ocorrências de grandes catástrofes, “como ocorreu na região serrana há dois
anos e agora nos problemas do início deste ano em Xerém, alguns guarda-parques
auxiliaram equipes do Inea na desobstrução e auxilio às vítimas. Nós tínhamos
um contingente de 60 homens que foram cedidos pelo Corpo de Bombeiros e que
continuam conosco. Eles agora vão se somar aos 220 selecionados no concurso”,
disse.
As 19 unidades federais
de conservação do estado ainda não contam com um corpo de guarda-parques. O
planejamento e fiscalização destes locais tem sido realizados por servidores de
carreira, como técnicos e analistas ambientais. A segurança dos parques e
reservas é feita por meio de contrato com empresas terceirizadas de segurança e
com brigadistas, nos casos de emergência, como incêndios e desastres naturais.
A inexistência destes
profissionais descumpre as definições contidas no Decreto 6.515, de 2008, que
determina a formação do corpo de guarda-parques para atuar nas unidades de
conservação federais. Segundo a assessoria do Instituto Chico Mendes de Conservação
da Biodiversidade (ICMBio), a falta desses guardas seria devido à questões
técnicas e jurídicas que envolvem os contratos de trabalho. De acordo com o
instituto, os estados da federação estão sendo os responsáveis pela realização
dos cursos de formação, que devem ser levados em breve para a área federal.
quinta-feira, 29 de novembro de 2012
Guarda-parques irão atuar em incêndios e no salvamento de pessoas.
Treinamento dos novos
profissionais deve acontecer em janeiro de 2013.
O Parque Estadual da
Costa do Sol, na Região dos Lagos, vai contar com a ajuda de guardas que já
fiscalizam toda a área, que tem quase 10 mil hectares. Além de vistoriar todo o
território do parque, os guarda-parques também irão atuar no combate a incêndios
e no salvamento de pessoas perdidas em trilhas.
Apesar da iniciativa,
os guardas assumiram os cargos, mas ainda não receberam nenhum treinamento ou
uniformes. O treinamento para informações a turistas, salvamento de pessoas que
estiverem perdidas em trilhas e combater a incêndio, só deve acontecer em
janeiro de 2013.
No entanto a presença
deles, chamou a atenção de quem mora no local. Eles são responsáveis também por
orientações sobre a situação dos moradores, desde que assumiram o cargo no dia
05 de novembro.
O reconhecimento da
área do parque é feito na maioria das vezes de carro. Na ronda desta
quarta-feira (28), eles descobriram um lugar sendo usado como descarte
irregular de ossada de animais.
quarta-feira, 28 de novembro de 2012
Manifesto em defesa do Parque Estadual das Fontes do Ipiranga, em São Paulo
O Parque Estadual das
Fontes do Ipiranga, também conhecido como Parque do Estado, é uma das últimas e
mais importantes áreas de remanescentes de Mata Atlântica da cidade de São
Paulo e um importante pólo de pesquisa e desenvolvimento de práticas
ambientais.
Em outubro, o governo
do Estado de São Paulo encaminhou à Assembleia Legislativa o Projeto de Lei nº
604/2012, que prevê a construção de um mega empreendimento em parte dessa área.
Diversas entidades da
Sociedade Civil estão assinando um manifesto contra este retrocesso às
políticas de preservação, conservação e manutenção do meio ambiente em São
Paulo, definido no documento como “um dos maiores equívocos desta gestão”.
A Fundação SOS Mata
Atlântica também assina o documento.Confira o texto:
MANIFESTO
O governo do Estado de
São Paulo encaminhou no último dia 17 de outubro, à Assembleia Legislativa, o
Projeto de Lei nº 604/2012 que pretende desafetar uma imensa área de 400 mil
metros quadrados, com o objetivo de construir, através de concessão à iniciativa
privada, um megaempreendimento.
O poder executivo alega
que a cidade de São Paulo é uma referência no seguimento de feiras e exposições
na América Latina, contudo, segundo o governo, São Paulo tem perdido espaço
para cidades como Rio de Janeiro e Buenos Aires. Alega ainda, que a cidade
carece de espaços adequados para a realização de mega eventos, apesar de termos
pelo menos três grandes arenas de clubes de futebol, sendo duas em construção,
o Parque Anhembi, além de diversas casas de shows.
Aproveitando o fim da
concessão do Centro de Exposições Imigrantes que se encerrará em março de 2013,
o governo do Estado de São Paulo, pretende estender a nova concessão por mais
30 anos e dobrar a área ocupada hoje por este pavilhão. Sustenta-se, inclusive,
através de um parecer da Secretaria Estadual de Meio Ambiente que a referida
área está descaracterizada como parque, apesar desta área estar exatamente como
na época de aprovação do Plano de Manejo.
O fato é que o governo
apresenta neste projeto de lei, um dos maiores equívocos desta gestão, um
verdadeiro retrocesso às políticas de preservação, conservação e manutenção do
meio ambiente, que vem sendo propagado no Brasil e no mundo. Com esta proposta
o governo do Estado de São Paulo vem na contramão do que se imagina como
política pública voltada ao desenvolvimento sustentável.
O Parque Estadual das
Fontes do Ipiranga, também conhecido como Parque do Estado, é uma das últimas e
mais importantes áreas de remanescentes de Mata Atlântica da cidade de São
Paulo e um importante pólo de pesquisa e desenvolvimento de práticas
ambientais.
Não somos contra o
desenvolvimento econômico da cidade de São Paulo, muito pelo contrário,
entendemos que empreendimentos como este podem trazer novas oportunidades para
a cidade e seus habitantes, contudo somos terminantemente contra a implantação
em uma área pertencente a uma Unidade de Conservação, como o Parque Estadual
das Fontes do Ipiranga. São projetos executados desta maneira, sem o devido
planejamento, que transformaram São Paulo em uma das cidades com crescimento
mais desordenado do mundo.
O Manifesto em Defesa
do Parque Estadual das Fontes do Ipiranga, ratificado pelas instituições abaixo
assinadas, convoca a sociedade civil para intervir na decisão do governo do
Estado de São Paulo em reduzir a área de um dos parques mais importantes da
cidade de São Paulo, de modo que o Projeto de Lei nº 604, de 2012 não seja
aprovado.
São Paulo, 16 de
novembro de 2012
Todos os 39 agentes prometem ficar acampados em frente ao Palácio Piratini à espera de uma negociação com o governo
Todos os 39
guarda-parques do Rio Grande do Sul estão paralisados desde a manhã desta
terça-feira. Eles realizam protesto em frente ao Palácio Piratini, na Capital,
e prometem ficar acampados por lá até que o governo os receba para iniciar uma
negociação. A categoria pede a implantação de um plano de carreira com isonomia
e melhores condições de trabalho.
Os agentes das 24
Unidades de Conservação, ligados à Secretaria Estadual do Meio Ambiente (Sema),
reivindicam também uma gratificação por risco de vida. Segundo Luciano Menezes,
um dos líderes da manifestação, entre as práticas dos servidores está a fiscalização
e detenção de caçadores armados e madeireiras ilegais.
— Além disso, fazemos
combate a incêndios nas florestas. O que equipara nosso trabalho ao do Corpo de
Bombeiros, que recebe a gratificação. Já existe um projeto de lei tramitando,
estamos cobrando que o governo o regulamente — explica Menezes.
Entre as outras
reivindicações dos guarda-parques estão o porte de armas, fornecimento de
uniformes funcionais, coletes à prova de balas, cursos de formação específica e
aquisição de viaturas, barcos e equipamentos de fiscalização.
Contraponto:
O que diz o diretor
administrativo da Secretaria do Meio Ambiente, Saulo Felipe dos Santos
Concurso
público: foi criado um grupo de trabalho para percorrer as
23 Unidades de Preservação e buscar a demanda real de cada local. Feito isso, a
Sema irá montar um esboço do edital do concurso, que deve ser lançado no início
de 2013;
Coletes
à prova de bala: já foram comprados e aguardam liberação
do Exército desde o dia 27 de agosto. Segundo a Sema, os guarda-parques foram
informados da chegada dos coletes;
Uniformes:
estão em fase final de licitação. Um dos motivos do atraso foi a intenção da
Sema em contemplar as demandas dos guarda-parques;
Gratificação:
a Sema lembra que as funções do guarda-parque são de receber e informar as
pessoas que visitam as unidades sobre trilhas e as práticas nos locais. A
categoria, segundo a Sema, não atua como polícia ostensiva. Assim como em
incêndios, o agente deve realizar o primeiro atendimento e depois repassar o
incidente à corporação. O novo código florestal ainda dificultaria porte de
armas, segundo a Sema, que estuda mecanismos que possam respaldar o uso de
armamento;
Plano
de carreira: a Sema está encaminhando a discussão
junto à Secretaria de Administração e à Casa Civil a fim de encontrar uma
melhor maneira de beneficiar os agentes.
FONTE:http://zerohora.clicrbs.com.br/rs/geral/noticia/2012/11/guarda-parques-paralisam-atividades-por-plano-de-carreira-gratificacao-e-melhores-condicoes-de-trabalho-3964034.html
Profissionais criticam gestão da Secretaria Estadual do Meio Ambiente
Os quase 40
guarda-parques do Rio Grande do Sul realizaram na manhã desta terça-feira uma
manifestação em frente à sede da Secretaria Estadual de Meio Ambiente (Sema),
na rua Carlos Chagas, no Centro de Porto Alegre. A ideia foi chamar a atenção
da população para o descaso da administração da Sema com os profissionais. Para
simbolizar o movimento, eles queimaram parte do uniforme, que deveria ser
concedido pelo órgão, mas foi comprado por cada servidor.
Eles reivindicavam, por
exemplo, a compra de viaturas, barcos e equipamentos de segurança. Outra
solicitação era a definição sobre o porte de armas, que passou a ser proibido
com a aprovação do novo Código Florestal. Segundo o guarda-parque Luciano
Menezes, a utilização de armas é fundamental para garantir o serviço de
fiscalização de proteção das áreas, da fauna e flora. Isso porque muitas vezes
esses servidores precisam enfrentar caçadores ilegais.
Os servidores também
protestaram contra a gestão da Sema. De acordo com Menezes, há falta de
preocupação com a gestão ambiental no Estado, como a promoção da educação
ambiental, vistorias e fiscalização. “O trabalho da Sema está esvaziado. Há
muito interesse político e econômico”, afirmou ele.
Outra reivindicação é
com a defasagem do quadro de pessoal. Atualmente, há 39 servidores nesta
função, sendo que o ideal seria 210. Eles atuam nas 23 unidades de conservação,
entre elas os parques do Delta do Jacuí (Porto Alegre), o Itapuã (Viamão),
Itapeva (em Torres), Turvo (Derrubadas); e Tainha (São Francisco de Paula). O
diretor administrativo da Sema, Saulo Felipe dos Santos, contestou esse dado.
Ele lembrou que na semana passada foi formado um grupo de trabalho para
analisar a real demanda de profissionais neste setor. “O grupo foi criado para
percorrer as unidades e fazer o levantamento da real necessidade de
funcionários. Depois disso a secretaria ira esboçar o edital do consurso que
deverá ser lançado no início de 2013."
Em relação às armar, o
diretor lembrou que a atividade primeira dos guarda-parques é receber e passar
informações aos frequentadores do parque além de prestar o primeiro atendimento
a ocorrências nessas áreas, como incêndios. "Eles não atuam como polícia
ostensiva." Assim, a utilização de armas é no intuito de segurança
pessoal.
terça-feira, 27 de novembro de 2012
Consevação da Natureza: Doadores brasileiros ajudam a criar mais 3 reservas p/salvar a MATA ATLÂNTICA
Foram criadas mais três
RPPNs (Reserva particular do Patrimônio Natural), em Itaiópolis (SC), nas
cabeceiras do rio Itajaí, totalizando uma área de 345,71 ha, que fica adjacente
às RPPNs já existentes, aumentado para 855,89 ha a área protegida por unidades de conservação da natureza
(federais), que está sendo salva para as gerações futuras.
Estas RPPNs abrigam uma riquíssima
biodiversidade de animais, com muitas aves e mamíferos grandes muito raros e
ameaçados de extinção. Está repleta de gigantescas arvores centenárias também
ameaçadas de extinção. Além disso, protegem as nascentes e dezenas de
quilômetros de matas ciliares do rio Itajaí, beneficiando a população de
Blumenau. Se não tivessem sido compradas por nós, teriam caído nas mãos de
investidores e desmatadas para reflorestamento de eucalipto.
Veja as belíssimas imagens e saiba todos os
detalhes desta iniciativa para salvar o que resta da Mata Atlântica, abrigo
para milhares de animais, neste link:
terça-feira, 20 de novembro de 2012
Os peixes pedem socorro
Batia água quando a guarda do
Parque colocou o barco no rio Uruguai, na tarde do último dia do mês de outubro
passado. O rio espremido entre a mata nativa brasileira e da província de Missiones
na Argentina, bufava e descia caudaloso rumo à bacia do Prata. As últimas
chuvas tinham tirado o rio fora da caixa e agora estava com seis metros acima
do nível normal. A navegação nestas condições, rio cheio e chuva direta, é
perigosa e exige barco bom e motor potente. O Barco de alumínio de 7 metros com
motor de 25 HP, com o Leandro - gestor do parque - e os guardas Irã e Vilmar,
embicou no poço do Garcia, em direção ao salto do Yucumã rio acima, às 15 horas
daquela terça-feira chuvosa.
Averiguavam uma denúncia anônima,
que informara da presença de pessoas suspeitas dentro dos limites do parque.
Uma cortina de chuva dificultava a visibilidade, e a cavalaria do Yamaha roncava
a força máxima nas corredeiras, fazendo o barco trepidar. Ondas violentas batiam contra o casco do barco, cuja proa empinava, para depois
cair nos buracos que se abriam nos redemoinhos da enchente.
Ao cruzarem a corredeira das
telhas começaram a avistar os primeiros indícios de material de pesca no rio. A
chuva tinha diminuído e uma neblina cinzenta se despregava das águas turvas do
rio Uruguai. O Parque do Turvo é uma
Unidade de Conservação de proteção integral, onde a caça e a pesca são proibidas
SEMPRE. O período de Defeso da Piracema, - época da reprodução dos peixes –
iniciou dia primeiro de outubro de 2012 e se estende até dia 31 de janeiro de
2013, e neste período a proibição da pesca abrange toda bacia do rio Uruguai.
Somente nesta patrulha foram
apreendidos 4.800 m (quatro mil e oitocentos metros) de redes que aprisionavam,
em torno de 120 quilos de peixes, das espécies de grumatã e dourado. Estes 32
exemplares de peixes foram devolvidos ao rio. Todos apresentavam o ventre
estufado devido às ovas que continham. Cada matriz destas da origem a milhares
de alevinos.
Os estoques de pescado no rio
Uruguai, decrescem ano após ano, por causa destas pessoas gananciosas e
inescrupulosas, que praticam estes atos predatórios colocando em risco a
sobrevivência das espécies e do ecossistema com um todo. Somente neste ano já
foram retirados do rio Uruguai mais de vinte e cinco mil metros de redes e
trinta mil metros de espinhéis, no trajeto compreendido entre a corredeira do
macaco até a foz do rio Turvo.
A fiscalização/patrulhamento é executada,
com rigor, pela Patram, pela Brigada Militar de Derrubadas sempre em parceria e
orientação da Chefia e Guardas do Parque do Turvo, que se desdobram nesta época
do defeso da piracema, mas ainda assim insuficientes para conter a fúria
predatória dos gananciosos.
Precisamos construir uma rede de
proteção ambiental, com pessoas conscientes e preocupadas com o meio ambiente,
alertas e vigilantes, questionando, instruindo e denunciando qualquer procedimento
de ataque a espécies da flora ou fauna.
Portanto sempre que verificar
atos de agressão ao meio ambiente exerça seu direito: Denuncie. Você tem o dever de ajudar a preservar o meio
ambiente, a biodiversidade, a vida e o planeta terra.
Pode ligar grátis para:
9090.8407.6806
COLABORE SUA
ATITUDE É IMPORTANTE
Eng. Agr. Telmo J.
Rosa Lopes -Técnico Ambiental - Parque do turvo
segunda-feira, 22 de outubro de 2012
Patrimônio ameaçado: Jureia está em risco
Nesta terça-feira
(23/10), às 10h, será realizada uma audiência pública sobre a Estação Ecológica
(ESEC) da Jureia, área de Mata Atlântica
declarada Reserva da Biosfera em 1991 e considerada um Patrimônio Mundial
Natural desde 1999. A preservação dessa área de quase 80 mil hectares ocorreu
em boa parte pelo fato de a região ter sido transformada em Estação Ecológica
em 1986. Essa categoria de unidade de conservação (UC) não permite que pessoas
vivam dentro da área, mas havia uma população tradicional e casas de veraneio
no local que até hoje não foram retiradas ou indenizadas pelo governo. Agora,
porém, há o risco de uma modificação na categoria da UC pelo Poder Legislativo,
que tornará a área menos protegida. A SOS Mata Atlântica alerta que a
iniciativa pode gerar um grave precedente. “A mudança da categoria de Estação Ecológica
na Jureia, por iniciativa do Poder Legislativo, é uma grande
ameaça a todas as unidades de conservação do país. A competência para criar,
desafeitar e categorizar uma UC é do Poder Executivo, no caso do Estado. Além
disso, a discussão sobre alterações ou criação de unidades de conservação deve
levar em conta critérios técnicos e legais e, principalmente, os atributos
ambientais, naturais e patrimoniais da área, que apontarão sua vocação e
categoria”, afirma Malu Ribeiro, coordenadora de projetos da Fundação SOS Mata
Atlântica.
Aniversário de 15 anos da APA Costa dos Corais
A Área de Proteção
(APA) Costa dos Corais completa amanhã (23/10), 15 anos de sua fundação.
Situada ao longo de 135 km de costa entre os municípios de Tamandaré (PE) e
Paripueira (AL), a APA é a maior unidade de conservação federal marinha em
extensão e a primeira a incluir recifes costeiros. Engloba áreas de manguezais
e seus estuários em cerca de 30 km em direção ao mar aberto até a quebra da
plataforma continental. A SOS Mata Atlântica atua na conservação dessa
importante área, em parceria com a Fundação Toyota do Brasil e o Instituto
Chico Mendes de Conservação da Biodiversidade (ICMBio), através do Fundo Toyota
APA Costa dos Corais. A iniciativa visa garantir a proteção, gestão e
sustentabilidade dessa área, através de apoio para o fortalecimento e a gestão
da unidade, suporte para ações de monitoramento e fiscalização ambiental,
capacitações de equipe e fornecimento de recursos.
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